Leandro Prates conquistou na noite desta quarta-feira (dia 26) a medalha de ouro na prova dos 1.500 m rasos nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, México. Na prova emocionante e concorrida, o baiano de Vitória da Conquista, de 29 anos, bateu, por apenas um centésimo de segundo, o equatoriano Byron Efren Piedra, que ficou com a prata.
“Assim que cruzei a linha de chegada, fiquei na dúvida, não sabia se tinha conquistado o ouro ou não. Mas, de qualquer jeito, já estava muito feliz porque meu objetivo aqui era conseguir uma medalha, não importava a cor. Melhor que foi de ouro. Podiam até ter atletas mais bem treinados do que eu na pista, mas com certeza ninguém tinha mais vontade de vencer”, afirmou o campeão.
No começo da carreira, aos 19 anos, ele competia em provas de rua, mais longas, de 5 a 30km de percurso. Em 2005, aos 23, quando entrou para a Organização Não Governamental Sylvio de Magalhães Padilha (ONG SYMAP), Leandro obteve suporte e direcionamento para conseguir alcançar um nível que pudesse competir com outros corredores do mundo todo.
“Na época meu treinador, Luiz Fernando, me apresentou ao Marco Antonio Oliveira, que era treinador da SYMAP. Orientado por ambos, resolvi mudar de prova, deixei as provas longas e comecei a treinar para os 1500m rasos. Já tive convites para deixar a ONG, mas optei por permanecer em função oportunidade de conquistar os títulos que tenho hoje”, conta o atleta.
Prates tem uma coleção de vitórias: é bi campeão brasileiro, campeão Sul-Americano, campeão da milha de rua, campeão Ibero Americano e, agora, campeão Pan-Americano.
“Hoje é um dia especial para todos nós da SYMAP. Todas as vitórias do Leandro mostram que é possível realizar um trabalho pelo esporte social, educacional e, ainda assim, obter ótimos resultados. O bom rendimento é apenas resultado do esporte massificado, honesto, puro e levado a sério”, afirma Duda Groisman – diretor da entidade.
Corredor policial
Leandro, diferentemente dos colegas de pódio, não se dedica somente ao atletismo. Ele é policial e atualmente serve na Escola de Educação Física da PM de São Paulo. O atleta conta que, além de ser um sonho que tem desde criança, trabalhar na polícia o ajuda na renda.
“Sou atleta há 10 anos e policial há quase três. Entrei para a corporação por que era um sonho de pequeno e, infelizmente, por ter passado dificuldades com patrocínio. Optei por trabalhar em algo que me deixaria feliz. Dedico minhas horas de folga para treinar e competir”, conta o corredor.


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